Especialista da UNG destaca importância da imunização para evitar surtos e fortalecer a saúde pública
Por Cris Pappi
As vacinas continuam sendo uma das principais estratégias para prevenir doenças e proteger a saúde coletiva. Com a maior circulação de vírus respiratórios em determinadas épocas do ano, campanhas de vacinação reforçam a importância da imunização para evitar complicações e reduzir a transmissão de doenças.
A proteção por meio da vacina beneficia não apenas quem recebe a dose, mas toda a comunidade.
Imunização reduz circulação de vírus e bactérias
A vacinação atua de forma direta no controle de doenças infecciosas, diminuindo a disseminação de agentes causadores.
“Quando uma parcela significativa da população está imunizada, ocorre a chamada imunidade de rebanho, que interrompe a transmissão e protege inclusive quem não pode se vacinar”, explica Jussara Carvalho dos Santos, professora da Universidade Guarulhos (UNG).
Esse mecanismo é essencial para a redução de surtos e epidemias.
Vacinas representaram avanços históricos na saúde
Ao longo das décadas, campanhas de imunização foram responsáveis por importantes conquistas, como a erradicação da varíola e o controle de doenças como poliomielite e sarampo.
Esses resultados evidenciam o impacto positivo da vacinação na saúde pública e na qualidade de vida da população.
Baixa cobertura vacinal pode trazer riscos
Mesmo com ampla oferta de imunizantes, a adesão irregular ainda representa um desafio. “O não cumprimento do esquema vacinal compromete tanto a proteção individual quanto coletiva, pois muitas vacinas exigem mais de uma dose para garantir imunidade adequada”, destaca a professora.
A queda na vacinação pode favorecer o retorno de doenças anteriormente controladas.
Vacinação deve ocorrer em todas as fases da vida
A imunização não é exclusiva da infância. Ao longo da vida, diferentes vacinas são necessárias para manter a proteção contra doenças.
Seguir o calendário vacinal é fundamental para garantir uma resposta imunológica eficiente e duradoura.
Desinformação ainda é um obstáculo
Um dos principais desafios para a vacinação é a circulação de informações incorretas, que geram dúvidas e resistência. “A hesitação vacinal resulta de fatores sociais e culturais e exige estratégias de educação e comunicação para ser superada”, ressalta Jussara Carvalho dos Santos.
O acesso à informação confiável é essencial para aumentar a adesão às campanhas.
Doação de vacinas salva vidas diariamente
A vacinação protege grupos vulneráveis e reduz a sobrecarga nos sistemas de saúde. Além disso, contribui para evitar hospitalizações e complicações graves decorrentes de doenças infecciosas.
Ao abordar o tema, a UNG destaca que a vacinação é um ato de responsabilidade coletiva. Manter o esquema vacinal atualizado é fundamental para preservar a saúde individual e garantir a proteção de toda a sociedade.